Wednesday, February 11, 2009
Clara Ferreira Alves - "Expresso"
topo, dizendo ter formação, que nunca adquiriram, que usem dinheiros
públicos (fortunas escandalosas) para se promoverem pessoalmente face
a um público acrítico, burro e embrutecido.
Este é um país em que a Câmara Municipal de Lisboa, desde o 25 de
Abril distribui casas de RENDA ECONÓMICA - mas não de construção
económica - aos seus altos funcionários e jornalistas, em que estes
últimos, em atitude de gratidão, passaram a esconder as verdadeiras
notícias e passaram a "prostituir-se" na sua dignidade profissional, a
troco de participar nos roubos de dinheiros públicos, destinados a
gente carenciada, mas mais honesta que estes bandalhos.
Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O
VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres
forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o
VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha
os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e
embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia
(que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao
ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.
Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de
recreio dos mafiosos.
A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.
Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral
muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se
preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do
secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os
portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo
"normal" e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal
alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se
fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em
permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada.
Desde os Templários e as obras de Santa Engrácia, que se sabe que,
nada acaba em Portugal, nada é levado às últimas Consequências, nada é
definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado.
Da morte de Francisco Sá Carneiro e do eterno mistério que a rodeia,
foi crime, não foi crime, ao desaparecimento de Madeleine McCann ou ao
caso Casa Pia, sabemos de antemão que nunca saberemos o fim destas
histórias, nem o que verdadeiramente se passou, nem quem são os
criminosos ou quantos crimes houve.
Tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços
de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de
apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da
história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país onde as
coisas importantes são "abafadas", como se vivêssemos ainda em
ditadura.
E os novos códigos Penal e de Processo Penal em nada vão mudar este
estado de coisas. Apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos
computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao
maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e
esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade.
Do caso Portucale à Operação Furacão, da compra dos submarinos às
escutas ao primeiro-ministro, do caso da Universidade Independente ao
caso da Universidade Moderna, do Futebol Clube do Porto ao Sport
Lisboa Benfica, da corrupção dos árbitros à corrupção dos autarcas, de
Fátima Felgueiras a Isaltino Morais, da Braga Parques ao grande
empresário Bibi, das queixas tardias de Catalina Pestana às de João
Cravinho, há por aí alguém quem acredite que algum destes secretos
arquivos e seus possíveis e alegados, muitos alegados crimes, acabem
por ser investigados, julgados e devidamente punidos?
Vale e Azevedo pagou por todos?
Quem se lembra dos doentes infectados por acidente e negligência de
Leonor Beleza com o vírus da sida?
Quem se lembra do miúdo electrocutado no semáforo e do outro afogado
num parque aquático?
Quem se lembra das crianças assassinadas na Madeira e do mistério dos
crimes imputados ao padre Frederico?
Quem se lembra que um dos raros condenados em Portugal, o mesmo padre
Frederico, acabou a passear no Calçadão de Copacabana?
Quem se lembra do autarca alentejano queimado no seu carro e cuja
cabeça foi roubada do Instituto de Medicina Legal?
Em todos estes casos, e muitos outros, menos falados e tão sombrios e
enrodilhados como estes, a verdade a que tivemos direito foi nenhuma.
No caso McCann, cujos desenvolvimentos vão do escabroso ao incrível,
alguém acredita que se venha a descobrir o corpo da criança ou a
condenar alguém?
As últimas notícias dizem que Gerry McCann não seria pai biológico da
criança, contribuindo para a confusão desta investigação em que a
Polícia espalha rumores e indícios que não têm substância.
E a miúda desaparecida em Figueira? O que lhe aconteceu? E todas as
crianças desaparecida antes delas, quem as procurou?
E o processo do Parque, onde tantos clientes buscavam prostitutos,
alguns menores, onde tanta gente "importante" estava envolvida, o que
aconteceu?
Arranjou-se um bode expiatório, foi o que aconteceu.
E as famosas fotografias de Teresa Costa Macedo? Aquelas em que ela
reconheceu imensa gente "importante", jogadores de futebol,
milionários, políticos, onde estão? Foram destruídas? Quem as destruiu
e porquê?
E os crimes de evasão fiscal de Artur Albarran mais os negócios
escuros do grupo Carlyle do senhor Carlucci em Portugal, onde é que
isso pára?
O mesmo grupo Carlyle onde labora o ex-ministro Martins da Cruz,
apeado por causa de um pequeno crime sem importância, o da cunha para
a sua filha.
E aquele médico do Hospital de Santa Maria, suspeito de ter
assassinado doentes por negligência? Exerce medicina?
E os que sobram e todos os dias vão praticando os seus crimes de
colarinho branco sabendo que a justiça portuguesa não é apenas cega, é
surda, muda, coxa e marreca.
Passado o prazo da intriga e do sensacionalismo, todos estes casos são
arquivados nas gavetas das nossas consciências e condenados ao
esquecimento.
Ninguém quer saber a verdade. Ou, pelo menos, tentar saber a verdade.
Nunca saberemos a verdade sobre o caso Casa Pia, nem saberemos quem
eram as redes e os "senhores importantes" que abusaram, abusam e
abusarão de crianças em Portugal, sejam rapazes ou raparigas, visto
que os abusos sobre meninas ficaram sempre na sombra.
Existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças ,
de protecções e lavagens , de corporações e famílias , de eminências e
reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da
verdade.
Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"
Clara Ferreira Alves - "Expresso"
Thursday, February 05, 2009
Purr-fect
Sequel is also up. Don't miss it! This is not a trick that was taught to Nora. She began sitting at the piano at about one-year-old. She's four now. She plays only when the mood strikes her, which ...
Nora: The Sequel - Better than the original!
Features all-new footage and more duets. Better than the original! This is not a trick taught to Nora. She began sitting at the piano at about one-year-old. She's almost four now. She plays only wh...
Sunday, January 11, 2009

The PROJECTO COLECTOR is delighted to invite you for the opening of the Show at Museu D. Diogo de sousa in Braga, Portugal, this Saturday 17th January, 2 pm.
Thursday, December 25, 2008
Saturday, December 20, 2008
Número-Interface(s)’08
No passado dia 12 foi o lançamento do livro:
"VIDEO ARTE E FILME DE ARTE & ENSAIO EM PORTUGAL"onde podem encontrar um "cheirinho" do meu trabalho...
Entrevistas. Catherine Elwes, João Fernandes, Jorge Molder, Julião Sarmento, Miguel Amado, Miguel Wandschneider, Pedro Lapa, Sandra Vieira JürgensTextos: André Gonzaga, Dinis Guarda, José Marmeleira, Nuno FigueiredoConcepção e direcção: Dinis GuardaEdição e Publicação: Dinis Guarda e Nuno Figueiredo
Videoarte e Filme de Arte e Ensaio em Portugal
CAMJAP – Fundação Calouste Gulbenkian | 12 de Dezembro
O lançamento do livro Videoarte e Filme de Arte e Ensaio em Portugal, produzido com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e da Direcção Geral das Artes, foi acompanhado por uma conferência em torno da criação da videoarte em Portugal.
Conferencistas: Julião Sarmento, Miguel Wandschneider, Paula Roush, Pedro Cabral Santo, Pedro Lapa e Sandra Vieira Jürgens;
Moderador: Dinis Guarda.
Espectáculo / Performance
Window Matter
CAMJAP – Fundação Calouste Gulbenkian | 12 de Dezembro / 18h00
Apresentação do mais recente projecto de Adriana Sá (c/ John Klima)
Adriana Sá: cítara, sensores, percussão lumínica, imagem 3-D
Artlet do Almada
Artlet do Almada – Arte Contemporânea, apresentação de trabalhos artísticos que decorrerá na Rua do Almada 254, sala 23, 2.º D, no Sábado, 20 de Dezembro, a partir das 16H00. A venda das obras iniciar-se-á nesse dia e decorrerá de Segunda a Sábado até 10 de Janeiro de 2009 entre as 14H00 e as 19H30.
Poderão ser adquiridas obras a partir de €50 dos seguintes artistas presentes:
Ana Azevedo/ Ana Efe+All Brain/ Ana Santos/ Ana Pais Oliveira/ Alexandra de Pinho/ André Alves/ André Silva/ António Conceição/
Carlos Noronha Feio/ Cláudia Lopes/ Dalila Gonçalves/
Daniela Fernandes/ Domingos Loureiro/ Dora Moura/ Emanuel de Sousa/ Inês Gama/ Joana Folhadela/ Joaquim Jesus/ Luís Filipe Santos/ Manuela São Simão/ Mariana Costa/ Mazza/ Patrícia Geraldes/ Paula Parracho/ Teresa Vieira/ entre outros…
Para mais informações contactar:
André Silva 969400678
Patrícia Geraldes 919336985
Monday, December 15, 2008
“Juan Muñoz: Uma Retrospectiva”
A sugestão deste último número
“Juan Muñoz: Uma Retrospectiva”
na página 13
http://www.apagina.pt/EdiPDF/aPagina184Dez2008.pdf
Sunday, November 16, 2008
Friday, November 14, 2008
"Artists’ Book Fair Liverpool" and "WRAPPED and encased IN LIVERPOOL 08"
It's a cardboard envelope life story.
As an envelope, it served to transport some content, we don't know from where and neither the destination where it was going...
The content this envelope transported in the past was so special to the person who received it, that became a very important object.
The object acquired a special meaning. The strong ties between person and object took to a constant presence in his life.
Objects can be impregnated with presence. Metonymic object is a presence or an absence. Every object touched by the loved being's body, touched by the person whom we are mourning, transform itself, becomes part of that body, the subject attaches himself to it. Gestures of fetishism. It will impregnate everything it comes in contact with. Memories. Sentimentality.
Later, when its function was finished, its life as container no longer existed, was prepared to keep functioning in some way...
A new life begun. Living in a rural environment, it was transformed as basis on top of a stone, to serve as a seat, where is owner would rest in the end of a hard work day.
Ana Efe+All Brain 2008
"Artists’ Book Fair Liverpool" and "WRAPPED and encased IN LIVERPOOL 08"

WRAPPED
and encased IN LIVERPOOL 08
An exhibition of envelopes
as containers and messengers
Curated by Sophie Loss and Mary Yacoob
As part of the Artists’ Book Fair Liverpool
Coordinated by Emily Speed
15th and 16th November 2008
Saturday 12 – 5pm, Sunday 11 – 4pm
Envelopes >>> evocative objects >>> containers ,messengers, witnesses >>> they hide and disclose >>> hint at communication >>> secret networks and allusions >>> postal system >>> icons on mobile phones >>> their content invisible >>> symbol for the pre internet era. This is a group show presenting an installation housed in a gallery space. The gallery has been remodeled into domestic setting which acts as a container for envelopes and their insides. The artists selected for this show examine the formal aspect and the conceptual possibilities of the medium. The multiplicity of directions explored by individual artists reflects their practices and creates a whole which is complex, textured and fun.
Artists include:
Francisca Aninat, Oliver Bragg, All Brain and Ana Efe, Matt Blackler, Marco Cali , Ambra Caminito, Dawn Carey Jones, Barbara Crawford, Anka Dabrowska, Sara Dell Onze, Claire Dorsett, Gin Dunscombe, Gemma Cumming, Margaret Fletcher, Cat Forward, Mark Gallay, Nat Gillespie, Judy Goldhill, Jane Grisewood, Hammer A Nail, Lucy Harvey, Barry Hobson, Holestar, Noe Kidder, Kasia Kwiatkowska, Philip Lee, Heidi Locher, Veronica Perez Karleson, Jane Lim, Sophie Loss, Kate Lynch, Sarah Males, Rachel Marsden, Paul Matosic, Rachel Overfield, Steve Perfect, Waldemar Pranckiewicz, Kate Russo, Lorna Robertson, Jodie Sadler, Hana Sakuma, Aine Scannell, seekers of lice, Veronika Spierenburg, Abigail Thomas, Rachel Travis, Cally Trench, Matthew Verdon, Matthew Wells, Kay Williamson, Mary Yacoob, Charlotte Young
Wolstenholme Projects, 11 Wolstenholme Square, Liverpool, L1 4JJ
http://artistsbookfairliverpool.blogspot.com/
and
The Artists’ Book Fair Liverpool will take place in a beautiful, if slightly dilapidated Georgian ex-textiles warehouse at 11 Wolstenholme Square.
The Fair will be on two floors with twenty-nine book artists’ tables, a reading corner, performance space, screenings of artists' shorts and of course, tea and cake.
Saturday15th November 12 – 5
Sunday16th November 11 – 4
WolstenholmeProjects
11Wolstenholme Square
Liverpool
L14JJ
http://artistsbookfairliverpool.blogspot.com/
For more information contact: events@wolstenholmeprojects.org
Free Admission
Wednesday, November 12, 2008
a página novembro 2008
na página 11
http://www.apagina.pt/EdiPDF/aPagina183Nov2008.pdf
http://musac.es/
Friday, November 07, 2008
Manchester


Tuesday, October 28, 2008
Monday, October 27, 2008
you won this item


Aqui fica o link para onde podem obter mais detalhes:
http://livrariaindex.blogspot.com/
"YOU WON THIS ITEM"
Uma instalação de Ana Efe+ All Brain
“You Won This Item” é uma instalação resultante de seis meses de pesquisa de miniaturas automóveis com cerca de 7cm, num conceituado site de leilões da internet.
Numa sociedade em que tudo adquiriu “preço”, atentamos na capacidade das pessoas, neste caso indivíduos residentes na Europa, para atribuírem preços às memórias de infância.
A escolha recaiu nas miniaturas automóveis, dado que acompanham toda a infância, e sobrevalorizam-se em relação ao produto inicial e meramente comercial, presença constante das brincadeiras de casa, de rua, e de trocas. O início dos primeiros negócios, onde são negociadas parte das memórias, por assim dizer, o objecto/brinquedo que permitiu corridas alucinantes ou apenas a criação/cópia de situações do quotidiano, reduzidas à escala 1/60.
O projecto envolveu a pesquisa de miniaturas com mais de 25 anos, brinquedos que foram guardados este período, por encerrarem nelas próprias, pedaços de memórias de infâncias,
laços afectivos, ordens e desordens.
Ana Efe+All Brain expõem os vários invólucros, em que essas pessoas exportaram pedaços delas mesmas, salientando o cuidado no registo caligráfico e concepção desses mesmos invólucros, pois tão importante como o preço atribuído à memória, foi o cuidado posto, na elaboração da embalagem que permitiu exportar essa memória para outro País. Ao abrirmos cada “package” tornámo-nos espectadores de uma vida supostamente alheia, experimentamos expectativas em que se misturam emoções de alegrias e tristezas. Parece que, agora, finalmente o objecto entrou no seu repouso. A contrariedade entre coisa dormente e coisa acordada.
Como não nos deram poderes para interromper esse sono, limitámo-nos a expor os meios.
A instalação aglutina estas memórias que foram importadas com fragmentos de memórias dos autores.
Index Livraria
Rua D. Manuel II, 320
4050-344 Porto
Tel.: 226 094 805
Fax: 226 094 807
Correio electrónico:
geral@indexlivraria.com
http://livrariaindex.blogspot.com/
Transportes públicos:
STCP 200, 201, 207, 302, 303, 501, 507, 601
Onde Estacionar:
Parque do Palácio de Cristal,
Rua do Vilar
Horário:
Segunda a Sexta-feira:
10:00 às 19:30
Sábados:
14:30 às 19:30
Friday, October 24, 2008
Saturday, October 18, 2008
Monday, October 13, 2008
Incomodidades Outubro
Em homenagem a Manuel de Oliveira!
http://www.apagina.pt/artigo.asp?id=55
